Maranhão e demais Estados melhoram Índice de Desenvolvimento Infantil (IDI)
30/01/2008
Paralelamente à divulgação do relatório Situação Mundial da Infância, o UNICEF lançou o Caderno Brasil com os avanços e desafios em relação à primeira infância no País. No caderno, há um ranking das 27 Unidades da Federação brasileiras, de acordo com o Índice de Desenvolvimento Infantil (IDI), criado pelo UNICEF para monitorar a situação da primeira infância nas regiões, Estados e municípios.
No ranking do Índice de Desenvolvimento Infantil, os Estados que aparecem com os melhores desempenhos são, pela ordem, São Paulo (com 0,856), Santa Catarina (0,828) e Rio de Janeiro (0,806). O Maranhão (com 0,651) aparece em 22º lugar, entre os 27 colocados.
No cálculo, feito com indicadores de 2006, todos os Estados brasileiros e o Distrito Federal alcançaram o IDI acima de 0,500, o que significa no mínimo um nível de desenvolvimento infantil médio. Também foi observada uma melhora no IDI de todas as regiões do Brasil. O Nordeste e Norte continuam com os menores índices do País, mas obtiveram evolução do IDI maior do que as regiões mais ricas.
O IDI tem uma variação de 0 a 1, sendo 1 o valor máximo que um município, Estado ou região deve alcançar no processo de sobrevivência, crescimento e desenvolvimento de suas crianças no primeiro período de vida. O índice é composto por quatro indicadores básicos: crianças menores de 6 anos com pais com escolaridade precária, cobertura de vacina tetravalente em crianças menores de 1 ano, mães com cobertura pré-natal e crianças matriculadas na pré-escola.
O Maranhão melhorou significativamente seu IDI, saindo de 0,466 para 0,651, entre 1999 e 2006. É uma melhora em torno de 46%, superior à melhora da região Nordeste e do Brasil, com 34,2% e 20,4% respectivamente.
Com a melhoria do IDI, a taxa de mortalidade infantil caiu. Apesar do Maranhão deter a 2ª maior taxa de mortalidade infantil de menores de 01 ano, registrou-se neste período uma contínua redução. De 1991 a 2006, a taxa caiu quase pela metade, passando de 73,6 a 40,7. Do mesmo modo, observa-se uma queda na taxa de mortalidade de menores de 5 anos no mesmo período: de 98,9 para 51,4.
Novos avanços na redução da taxa de mortalidade deverão passar pela melhoria nas condições de saúde da mulher. No Maranhão, a taxa de mortalidade materna atingiu 91,4 por 100 mil nascidos vivos em 2005, quando em 2000 esta taxa foi 79,4. Outro dado preocupante é o percentual de gestantes com mais de 06 consultas, que caiu de 24,2%, em 1998, para 23,1%, em 2005. Também merece especial atenção o percentual de bebês nascidos de mães com menos de 15 anos. Este número subiu de 9,4 bebês por mil em 1994 para 15,1 em 2005, ou seja, um crescimento de 60,6%.
Na busca pela garantia da sobrevivência da primeira infância, também será necessário enfrentar a situação de pobreza em que se encontram as crianças. Em 2006, cerca de 75% das crianças maranhenses viviam em famílias com renda de até ½ salário-mínimo, contra 50,1% no ano de 1992.
Esses desafios convivem com conquistas muito significativas no estado. A primeira é a redução do percentual de sub-registro: de 70,7% em 1991 para 22,4% em 2006, atingindo uma variação de 68,3%. No mesmo sentido, foi positiva a redução do percentual de crianças menores de 02 anos desnutridas: caiu de 17,4% para 5,6% - uma redução de 67,8% no período de 1991 a 2006.
O relatório Situação Mundial da Infância e o Caderno Brasil encontram-se disponíveis na íntegra no site www.unicef.org.br
Fonte: Unicef

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